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Por Rute Linhares em 05-06-2026

Relatórios de IA generativa no Search Console: Google segue caminho já aberto pelo Bing

Relatórios de IA generativa no Search Console: Google segue caminho já aberto pelo Bing
Rute Linhares
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Publicado porRute Linhares
A Google lançou relatórios de IA generativa no Search Console, seguindo o caminho já aberto pelo Bing AI Performance. Saiba o que muda na medição SEO.

Publicado em5 junho 202614Visualizações0 Avaliações0 Comentários

A chegada dos novos relatórios de desempenho de IA generativa ao Google Search Console marca um momento importante para todos os profissionais que acompanham, com atenção diária, a evolução da pesquisa orgânica. Durante anos, a análise de SEO esteve muito centrada em métricas relativamente estáveis: impressões, cliques, posição média, páginas de destino, consultas, países e dispositivos. No entanto, a introdução de respostas geradas por inteligência artificial nos resultados de pesquisa veio alterar a forma como os utilizadores descobrem informação, avaliam fontes e chegam aos websites.

A Google anunciou agora novos relatórios dedicados à performance em experiências de IA generativa na Pesquisa e no Discover. Estes relatórios foram desenhados para ajudar os proprietários de websites a perceber como as suas páginas aparecem em funcionalidades como AI Overviews, AI Mode e outros formatos generativos integrados na experiência de pesquisa. A informação continuará a fazer parte da visão global de desempenho, mas passa a existir uma área específica para analisar a visibilidade obtida dentro destes novos formatos.

Este passo é relevante, mas não surge isolado. O Bing Webmaster Tools já tinha avançado neste terreno quando introduziu o relatório AI Performance, ainda em estado beta. Essa decisão da Microsoft abriu uma porta que muitos profissionais de SEO esperavam ver também no ecossistema Google: a separação, ainda que parcial, entre a visibilidade tradicional nos motores de pesquisa e a visibilidade conquistada dentro de respostas geradas por IA.

Bing AI Performance

Na BYDAS, este tema tem sido acompanhado de forma muito próxima. A agência tem estado particularmente atenta às alterações que a IA generativa traz à pesquisa orgânica, não apenas ao nível conceptual, mas também ao nível operacional. A utilização do AI Performance da Bing nos relatórios de SEO dos seus clientes já permitiu começar a analisar padrões de exposição em experiências de pesquisa assistidas por IA, mesmo numa fase em que as métricas ainda se encontram em evolução.

Da pesquisa clássica à pesquisa assistida por IA

Durante muito tempo, a lógica da pesquisa orgânica foi relativamente direta: um utilizador fazia uma pesquisa, o motor apresentava uma lista de resultados, cada página competia por visibilidade e, idealmente, o clique levava o utilizador ao website. O trabalho de SEO procurava melhorar a relevância técnica, semântica e editorial das páginas para que estas surgissem em posições mais favoráveis.

Com a IA generativa, esta sequência torna-se mais complexa. O motor de pesquisa deixa de apresentar apenas uma lista de ligações e passa a construir uma resposta sintetizada, apoiada em várias fontes. O conteúdo de um website pode servir para fundamentar uma resposta, pode ser citado, pode aparecer como referência ou pode influenciar a composição de uma visão geral sem gerar necessariamente uma visita direta.

Esta mudança cria uma nova camada de visibilidade. Uma marca pode estar presente numa resposta gerada por IA sem que isso se traduza num clique imediato. Pode ganhar autoridade, reforçar reconhecimento e ocupar espaço informativo numa etapa inicial da jornada do utilizador. Ao mesmo tempo, pode perder tráfego em pesquisas onde a resposta gerada resolve a necessidade do utilizador sem visita ao website.

É por isso que os relatórios dedicados a IA generativa são tão importantes. Sem dados separados, torna-se mais difícil perceber se uma quebra ou subida nas impressões orgânicas resulta de alterações no posicionamento clássico, de novas funcionalidades de pesquisa, de testes de IA, de mudanças no comportamento dos utilizadores ou de combinações entre estes fatores.

O que a Google passa a mostrar no Search Console

De acordo com a informação disponibilizada, os novos relatórios de performance de IA generativa no Search Console passam a apresentar dados específicos sobre a presença de URLs em funcionalidades generativas da Pesquisa Google e do Discover. A disponibilização começa por um subconjunto de websites, com o objetivo de testar os relatórios, recolher feedback e preparar uma distribuição mais ampla.

Entre as métricas e dimensões anunciadas, destacam-se as impressões, as páginas, os países, os dispositivos e as datas. As impressões indicam a frequência com que URLs de um website apareceram em funcionalidades de IA generativa. A dimensão páginas permite identificar quais os URLs que ganharam presença nesses espaços. A dimensão países ajuda a perceber em que mercados a visibilidade é mais forte. A dimensão dispositivos, disponível para resultados de pesquisa, permite distinguir contextos de utilização. A análise por datas oferece leitura temporal com granularidade horária, diária, semanal e mensal.

Esta informação representa um avanço importante para equipas de marketing, gestores de conteúdo, equipas técnicas e direções de e-commerce. Quando uma página surge numa resposta generativa, esse acontecimento passa a ser mensurável de forma mais clara. Ainda que o relatório não resolva todas as dúvidas, já permite começar a cruzar a presença em IA com alterações de tráfego, objetivos de negócio, campanhas de notoriedade e iniciativas editoriais.

Há, no entanto, uma limitação que deve ser lida com atenção: o relatório anunciado não inclui dados de cliques. Ou seja, a Google passa a mostrar impressões e contexto de visibilidade em funcionalidades de IA generativa, mas não revela, nesta fase, quantos utilizadores clicam a partir dessas respostas para os websites. Esta ausência não surpreende totalmente, mas limita a capacidade de medir o impacto direto no tráfego.

Google Discover

Por que a ausência de cliques é tão importante

A diferença entre impressão e clique é central em qualquer análise de SEO. Uma impressão indica que uma página esteve visível. Um clique indica que essa visibilidade gerou uma visita. Em ambientes tradicionais, a relação entre estas duas métricas permite calcular a taxa de cliques e avaliar se o título, a descrição, a posição, a intenção de pesquisa e a proposta de valor estão alinhados.

Nas respostas de IA generativa, essa leitura torna-se mais delicada. Uma página pode ser usada como fonte, aparecer como referência ou contribuir para uma resposta sem que o utilizador sinta necessidade de abrir o resultado. O website participa na experiência de pesquisa, mas o valor gerado pode não chegar sob a forma de tráfego direto. Pode chegar sob a forma de autoridade percebida, familiaridade com a marca ou influência numa decisão futura.

Sem dados de cliques, as equipas de SEO terão de trabalhar com modelos de análise mais abrangentes. Será necessário cruzar impressões em IA com tráfego orgânico global, comportamento em páginas estratégicas, evolução de pesquisas de marca, conversões assistidas, dados de CRM e sinais qualitativos. A medição deixa de ser apenas uma leitura de entrada no website e passa a incluir também uma leitura de presença no ecossistema de pesquisa.

Este é um dos motivos pelos quais a transparência adicional da Google deve ser valorizada, mesmo que ainda seja incompleta. Ao separar a visibilidade em funcionalidades generativas, o Search Console permite distinguir melhor a origem de determinadas oscilações. Para quem acompanha websites com rigor, esta separação reduz zonas cinzentas e oferece uma base mais sólida para explicar resultados aos clientes.

O Bing já tinha aberto o caminho com o AI Performance

Antes deste movimento da Google, o Bing Webmaster Tools já tinha dado um passo semelhante com o AI Performance. Ainda em beta, este relatório trouxe para a análise SEO uma perspetiva que se tornou rapidamente indispensável: perceber como o conteúdo de um website aparece em experiências de pesquisa com IA dentro do ecossistema Bing.

A relevância deste detalhe não deve ser subestimada. Embora a Google continue a ocupar um lugar dominante na pesquisa em muitos mercados, o Bing assumiu uma posição pioneira na integração visível de IA generativa na experiência de pesquisa. A disponibilização de relatórios específicos permitiu a muitas equipas começar a criar uma metodologia de análise antes de a Google apresentar uma área semelhante.

Bing AI Performance

Para a BYDAS, o AI Performance da Bing tem sido uma ferramenta útil nos relatórios SEO de clientes. Mesmo em beta, permite observar tendências, identificar páginas com presença em experiências de IA e discutir o impacto desta nova camada de pesquisa nos resultados orgânicos. Mais do que uma curiosidade técnica, esta métrica passou a fazer parte de uma conversa estratégica sobre visibilidade digital.

O facto de a Google avançar agora com relatórios próprios confirma que a medição da presença em IA generativa deixou de ser periférica. Já não se trata apenas de acompanhar posições orgânicas clássicas. Trata-se de perceber em que contextos a marca é usada, citada, sugerida ou associada a respostas de maior profundidade nos motores de pesquisa.

Mais transparência na atribuição de tráfego

Um dos maiores desafios provocados pela IA generativa é a atribuição. Quando o utilizador vê uma resposta completa no próprio motor de pesquisa, o papel do website torna-se mais difícil de medir. A página pode ter contribuído para a resposta, mas o tráfego direto pode não refletir essa contribuição. Sem dados específicos, a análise corre o risco de atribuir subidas ou descidas a causas erradas.

Os novos relatórios da Google ajudam a reduzir esse problema. Ao mostrar impressões em funcionalidades generativas, páginas envolvidas, países e dispositivos, o Search Console passa a oferecer uma leitura mais detalhada da exposição orgânica. Esta leitura permite relacionar a presença em IA com alterações de visibilidade tradicional, com variações por mercado e com comportamentos distintos entre desktop e mobile.

Para as empresas, isto significa maior capacidade de interpretação. Uma página que mantém tráfego estável, mas ganha impressões em IA, pode estar a reforçar autoridade em fases iniciais da jornada. Uma página que perde cliques, mas cresce em exposição generativa, pode exigir uma análise mais fina: estará a IA a satisfazer a intenção do utilizador antes do clique? O conteúdo continua a ser valorizado, mas de uma forma menos visível nos dados tradicionais? A resposta dependerá de cada caso.

Esta evolução também ajuda a comunicar melhor os resultados de SEO. Muitos decisores olham ainda para o tráfego orgânico como a métrica principal. No entanto, a pesquisa moderna já não pode ser reduzida a sessões. A visibilidade, a presença em respostas, a relevância semântica e a associação da marca a determinados temas passam a ter peso na avaliação de desempenho.

O impacto nas iniciativas on-site de SEO

Os relatórios de IA generativa não servem apenas para observar dados. Servem também para melhorar decisões on-site. Se uma determinada página aparece com frequência em funcionalidades de IA, isso pode indicar que o conteúdo responde bem a intenções informativas, apresenta estrutura clara, trata o tema com profundidade e oferece sinais úteis de confiança.

Por outro lado, se páginas estratégicas não aparecem, a equipa pode rever a qualidade editorial, a organização semântica, a profundidade dos conteúdos, a estrutura de cabeçalhos, a presença de dados estruturados, a clareza das respostas e a autoridade demonstrada. A IA generativa tende a favorecer conteúdos que conseguem ser interpretados, resumidos e contextualizados com facilidade.

Esta realidade reforça a importância do trabalho on-site. A otimização técnica continua essencial, mas deve estar associada a conteúdos que demonstrem experiência, clareza, especificidade e utilidade real. Páginas superficiais, genéricas ou excessivamente comerciais poderão ter maior dificuldade em servir como base para respostas generativas, sobretudo em temas onde a precisão é determinante.

Para equipas de e-commerce, este ponto é particularmente sensível. A pesquisa generativa pode influenciar comparações de produtos, recomendações, dúvidas pré-compra e pesquisas de descoberta. Um website com descrições pobres, categorias pouco explicativas ou conteúdos de apoio insuficientes poderá perder espaço para concorrentes que oferecem informação mais completa e estruturada.

Novas perguntas para os relatórios SEO

A inclusão de dados de IA generativa obriga os relatórios SEO a evoluir. Já não basta apresentar tráfego, cliques, impressões e posição média. Será cada vez mais importante responder a perguntas como: que páginas aparecem em experiências de IA? Em que países? Em que dispositivos? Com que evolução temporal? A presença em IA coincide com aumentos de tráfego, reduções de cliques ou alterações nas conversões?

Estas perguntas ajudam a transformar relatórios em instrumentos de decisão. Uma página que surge em respostas generativas pode merecer reforço editorial, atualização de dados, melhoria de chamadas para ação ou criação de conteúdos complementares. Uma página ausente pode exigir revisão estrutural. Um mercado com forte exposição em IA pode justificar maior investimento local. Um dispositivo com padrões distintos pode indicar diferenças de comportamento.

Na prática, a análise deixa de olhar apenas para o funil clássico de pesquisa. Passa a considerar uma fase de exposição informativa que pode anteceder o clique ou substituir parte dele. Para as marcas, isto significa que o valor do SEO pode manifestar-se em pontos menos lineares da jornada, o que exige relatórios mais ricos e interpretações mais cuidadas.

A BYDAS tem incorporado esta perspetiva na forma como acompanha clientes. A leitura do AI Performance da Bing já oferece sinais úteis, e a futura disponibilização mais ampla dos relatórios da Google deverá permitir análises mais completas. O objetivo não é substituir os indicadores tradicionais, mas acrescentar contexto e evitar conclusões simplistas sobre ganhos ou perdas de tráfego.

O controlo de presença em funcionalidades de IA

Outro ponto relevante do anúncio é a referência a um novo controlo dentro do Search Console, descrito como um toggle, que permitirá a alguns proprietários de websites impedir que o seu conteúdo apareça em funcionalidades de pesquisa com IA, como AI Overviews, AI Mode ou experiências generativas no Discover. A funcionalidade começa também por um subconjunto de websites, com expansão prevista após testes.

Este controlo responde a uma preocupação legítima de muitos editores e gestores de sites: até que ponto o conteúdo deve alimentar respostas de IA quando isso pode reduzir visitas? A Google indica que os sites que optarem por sair destas funcionalidades não receberão tráfego nem impressões provenientes das experiências generativas. Ao mesmo tempo, refere que esta opção não deverá funcionar como sinal de ranking para a pesquisa orgânica clássica.

A existência deste controlo abre um debate estratégico. Bloquear a presença em IA pode proteger parte do valor do conteúdo em alguns cenários, mas também pode retirar visibilidade numa área que tende a ganhar importância. Para muitas marcas, a decisão não será evidente. Será necessário avaliar tipo de conteúdo, modelo de negócio, dependência de tráfego orgânico, valor da notoriedade e capacidade de converter utilizadores que chegam em fases mais avançadas da jornada.

Em setores onde a visibilidade e a autoridade são essenciais, ficar fora das respostas generativas pode significar perda de influência. Em modelos editoriais dependentes de receita por visita, a equação pode ser diferente. O importante é que a decisão seja baseada em dados, e não apenas em receio ou entusiasmo.

IA generativa não elimina o SEO, torna-o mais exigente

Sempre que surge uma grande alteração nos motores de pesquisa, reaparece a ideia de que o SEO vai perder relevância. A história mostra o contrário. As atualizações de algoritmos, a pesquisa mobile, os resultados enriquecidos, a pesquisa local, a pesquisa por voz e os dados estruturados não eliminaram o SEO. Tornaram-no mais técnico, mais integrado e mais estratégico.

A IA generativa segue a mesma lógica. O conteúdo continua a precisar de ser encontrado, compreendido, avaliado e apresentado. A diferença está no formato de apresentação e na forma como o utilizador interage com a informação. A página já não compete apenas por uma posição azul nos resultados. Compete por relevância dentro de uma resposta composta, por autoridade temática e por utilidade numa síntese gerada pelo motor.

Isto exige maior qualidade editorial. Conteúdos vagos, repetitivos ou criados apenas para preencher palavras-chave terão menos capacidade de se destacar. Em contrapartida, conteúdos com respostas claras, informação verificável, organização lógica, profundidade adequada e alinhamento com intenções reais de pesquisa tendem a ganhar importância.

Também exige maior integração entre SEO, conteúdo, desenvolvimento web, dados e negócio. A equipa técnica deve garantir que o website é rastreável, rápido e bem estruturado. A equipa de conteúdo deve criar páginas úteis e diferenciadoras. A equipa de marketing deve perceber como a visibilidade se relaciona com objetivos comerciais. A análise deve juntar todas estas dimensões.

Como as marcas devem preparar-se

A primeira recomendação é não tratar os relatórios de IA generativa como uma curiosidade. Estes dados devem entrar progressivamente nos painéis de análise, nos relatórios mensais e nas discussões estratégicas. Mesmo que as métricas ainda sejam limitadas, a sua evolução poderá revelar padrões relevantes antes de estes se tornarem evidentes no tráfego.

A segunda recomendação é rever conteúdos estratégicos. Páginas que respondem a dúvidas frequentes, guias, comparativos, conteúdos de suporte à decisão e páginas de categoria devem ser analisadas à luz da pesquisa generativa. A pergunta deixa de ser apenas se a página rankeia. Passa também a ser se a página oferece informação suficientemente clara para ser integrada numa resposta de IA.

A terceira recomendação é mapear intenções de pesquisa. As experiências generativas são particularmente relevantes em pesquisas informativas, exploratórias e comparativas. Marcas que compreendem estas intenções conseguem criar conteúdos que acompanham o utilizador antes da fase de conversão direta. Isso reforça a autoridade e aumenta a probabilidade de contacto futuro.

A quarta recomendação é evitar decisões precipitadas sobre bloqueio de IA. O novo controlo anunciado pela Google poderá ser útil em alguns contextos, mas deve ser avaliado caso a caso. Antes de optar por sair, convém perceber que páginas aparecem, que mercados estão envolvidos e que relação existe entre impressões, tráfego e resultados comerciais.

A quinta recomendação é melhorar a qualidade dos dados. A atribuição em tempos de IA exige cruzamento entre fontes: Search Console, Bing Webmaster Tools, ferramentas de analytics, plataformas de CRM, dados de vendas e indicadores de marca. Quanto melhor for a arquitetura de medição, mais fiáveis serão as decisões.

Oportunidade para SEO técnico e conteúdo de qualidade

Os novos relatórios da Google também reforçam a importância de uma base técnica sólida. Se o motor de pesquisa não consegue rastrear, interpretar ou contextualizar corretamente uma página, a probabilidade de esta ser usada em experiências avançadas diminui. Estrutura HTML, dados estruturados, arquitetura de informação, desempenho, indexação e consistência semântica continuam a ser pilares essenciais.

Ao mesmo tempo, a qualidade do conteúdo ganha nova centralidade. A IA generativa precisa de fontes que possam sustentar respostas úteis. Isso favorece páginas que apresentam conceitos bem organizados, explicações completas, exemplos práticos, dados atualizados, respostas diretas e sinais claros de autoria ou especialização. O conteúdo deve ser pensado para pessoas, mas estruturado de forma que os sistemas consigam compreendê-lo.

Este equilíbrio entre técnica e conteúdo é onde muitas empresas ainda falham. Há websites com boa infraestrutura, mas conteúdo pobre. Há websites com bons textos, mas problemas de rastreabilidade e desempenho. A pesquisa generativa penaliza esta fragmentação, porque exige coerência entre o que a página diz, como está organizada e que sinais transmite.

Para marcas com ambição digital, este é o momento certo para rever prioridades. A pergunta já não é apenas como subir posições. É como construir presença, autoridade e confiança num ecossistema de pesquisa mais complexo, onde a resposta pode ser gerada antes de o utilizador visitar qualquer website.

O que este passo da Google muda para os clientes

Para os clientes que investem em SEO, a principal mudança está na transparência. Até agora, parte da presença em experiências de IA podia ficar misturada com métricas gerais ou simplesmente invisível. Com relatórios dedicados, passa a ser possível explicar melhor determinadas alterações, identificar páginas com exposição generativa e tomar decisões com base em sinais mais concretos.

Isto também permite valorizar iniciativas on-site que nem sempre têm impacto imediato em tráfego. A melhoria de um guia, a reestruturação de uma página de categoria, a criação de respostas mais completas ou a otimização semântica de conteúdos pode aumentar a presença em IA antes de gerar cliques mensuráveis. Sem relatórios específicos, esse valor seria mais difícil de demonstrar.

Para uma agência como a BYDAS, este tipo de dado ajuda a enriquecer a relação com os clientes. Os relatórios deixam de mostrar apenas o que entrou no website e passam a mostrar também onde o website ganhou exposição. Esta distinção é essencial para marcas que procuram crescer em ambientes de pesquisa cada vez mais mediados por IA.

O avanço da Google aproxima o mercado de uma leitura mais realista do SEO moderno. A pesquisa orgânica já não é apenas uma fonte de tráfego. É também um espaço de influência, autoridade e validação. Medir essa presença com maior detalhe será decisivo para justificar investimento, corrigir estratégias e proteger a relevância digital das marcas.

Uma nova fase para a medição da pesquisa orgânica

Os relatórios de IA generativa no Search Console não resolvem todos os desafios. A ausência de dados de cliques deixa uma lacuna importante. A disponibilização limitada a um subconjunto de websites significa que muitas equipas ainda terão de aguardar até conseguirem aceder a esta informação. A própria definição de valor em experiências generativas ainda está em construção.

Mesmo assim, o anúncio representa um avanço significativo. A Google reconhece que a presença em IA generativa precisa de ser medida separadamente. O Bing já tinha dado esse passo com o AI Performance, ainda em beta, e a resposta da Google confirma que esta área será cada vez mais central na análise de SEO.

Para os profissionais de marketing digital, a mensagem é clara: os relatórios SEO terão de evoluir. A medição deve considerar visibilidade clássica, presença em IA, qualidade do tráfego, intenção de pesquisa, impacto comercial e autoridade da marca. As equipas que começarem já a criar esta disciplina terão vantagem quando os dados se tornarem mais completos.

Para as empresas, a prioridade deve ser dupla: melhorar a qualidade do website e interpretar os dados com maturidade. A IA generativa não torna o conteúdo menos importante. Pelo contrário, torna mais evidente a diferença entre conteúdos superficiais e conteúdos realmente úteis. Também não torna a técnica menos relevante. Websites rápidos, bem estruturados e semanticamente claros continuarão a ter vantagem.

A evolução anunciada pela Google é, por isso, mais do que uma novidade no Search Console. É um sinal de mudança na forma como a pesquisa orgânica deve ser compreendida, medida e gerida. A visibilidade passa a ter novas formas. A atribuição torna-se mais complexa. O SEO torna-se mais estratégico.

Na BYDAS, acompanhamos de perto esta transformação e já integramos sinais de IA generativa, como o AI Performance da Bing, nos relatórios SEO dos nossos clientes. Com a chegada dos novos dados da Google, reforçamos a nossa abordagem à otimização de tráfego orgânico, com mais transparência, análise técnica e foco em resultados.

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