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Por Rute Linhares em 01-04-2026

As redes sociais com mais engagement em 2026, segundo a Buffer

As redes sociais com mais engagement em 2026, segundo a Buffer
Rute LinharesPublicado porRute Linhares9 Visualizações
Descubra que redes sociais geram mais engagement em 2026, que formatos funcionam melhor e porque responder, publicar com consistência e adaptar o conteúdo ao canal continua a ser decisivo.

Publicado em 01-04-20269 Visualizações0 Avaliações0 Comentários

A Buffer publicou um relatório construído a partir de uma base de dados muito expressiva, com mais de 52 milhões de publicações distribuídas por 10 plataformas. Entre as análises mais relevantes, destaca-se um estudo centrado no engagement, baseado em quase dois milhões de publicações em seis redes sociais. Os resultados ajudam a perceber melhor que plataformas estão a gerar mais interacção, como essa interacção está a evoluir e que práticas continuam a fazer diferença no desempenho orgânico das marcas.

Mais do que uma curiosidade estatística, este tipo de estudo tem utilidade prática para equipas de marketing, responsáveis de comunicação e gestores de redes sociais. O engagement continua a ser um dos indicadores mais observados quando se avalia a capacidade de uma marca para gerar resposta, proximidade e relevância junto da audiência. Ainda assim, interpretar esse indicador sem contexto pode levar a erros. Uma taxa que parece modesta numa plataforma pode representar um resultado muito positivo noutra. É por isso que comparar redes sociais de forma directa, sem atender à lógica própria de cada uma, raramente conduz às melhores decisões.

Na BYDAS, agência de marketing digital e e-commerce sediada no Porto, acompanhamos de perto estas mudanças porque a gestão de presença nas redes sociais exige cada vez mais leitura estratégica, adaptação criativa e entendimento dos sinais que realmente importam. Este estudo da Buffer reforça uma ideia importante: o engagement continua a ser valioso, mas deve ser lido à luz do canal, do formato, da frequência de publicação e do tipo de relação que a marca constrói com a sua comunidade.

Que redes sociais estão a gerar mais engagement

Os dados apontam para uma hierarquia clara em termos médios de interacção. No patamar superior surgem LinkedIn, Facebook e Instagram, com taxas médias de engagement que as colocam acima das restantes plataformas analisadas. Num nível intermédio aparecem TikTok, Pinterest e Threads. Já X surge num nível inferior, com uma taxa média mais baixa.

Esta leitura é importante porque ajuda a evitar comparações superficiais. Um conteúdo com 3% de interacção pode parecer abaixo do esperado no LinkedIn e, ao mesmo tempo, representar um resultado muito forte em X. Isso mostra que o desempenho em redes sociais não pode ser lido em abstracto. Cada plataforma tem padrões próprios de consumo, visibilidade, distribuição algorítmica e comportamento da comunidade.

Para as marcas, isto significa que definir metas de desempenho deve passar por benchmarks adequados a cada canal. Não basta pedir “mais engagement”. É necessário perceber o que representa um bom resultado em cada rede social e que tipo de conteúdo está a alimentar essa performance.


O crescimento do engagement nem sempre acontece onde se esperava

Um dos aspectos mais interessantes do estudo está na evolução homóloga das taxas de interacção. Apesar de X apresentar um nível médio mais baixo, foi uma das plataformas onde o engagement mais cresceu em termos relativos. Também o Pinterest mostrou uma evolução positiva expressiva. Em contrapartida, plataformas como Instagram e Threads registaram descidas nas taxas médias de interacção.

Este contraste mostra como a dinâmica das redes sociais pode ser mais complexa do que parece à primeira vista. Uma plataforma com menor taxa média pode estar a atravessar uma fase de crescimento relativo. Outra, com resultados historicamente fortes, pode entrar num processo de transformação em que o tipo de consumo muda e as métricas tradicionais passam a contar uma história diferente.

No caso de X, o crescimento da interacção parece estar ligado a alterações estruturais na plataforma, nomeadamente à diferença de desempenho entre contas com subscrição paga e contas gratuitas. Já noutras redes, a queda da taxa de engagement não significa necessariamente desinteresse da audiência. Em muitos casos, traduz uma mudança no formato dominante e na forma como o conteúdo é consumido.

Porque é que a descida do Instagram não deve ser lida de forma simplista

À primeira vista, uma descida da taxa de interacção no Instagram pode parecer um sinal negativo. No entanto, essa leitura pode ser redutora. A plataforma tem evoluído de forma clara para uma lógica cada vez mais orientada para visualizações, sobretudo através dos Reels. Isso altera a natureza da métrica.

Quando um formato é optimizado para alcance e visualização, é natural que a relação entre impressões e interacções tradicionais — como gostos, comentários, guardados ou partilhas — se dilua. O conteúdo pode estar a ser consumido em maior escala, mas de forma diferente. Ou seja, uma taxa de engagement mais baixa não implica, por si só, menor eficácia do conteúdo.

Este ponto é particularmente relevante para marcas que avaliam performance de forma demasiado rígida. O sucesso de um conteúdo no Instagram já não se mede apenas pela interacção visível. Em muitos casos, a capacidade de gerar alcance, retenção de atenção e lembrança de marca tornou-se igualmente importante. É mais uma prova de que as métricas devem ser interpretadas em função da lógica actual da plataforma.

O engagement continua a depender do contexto de cada plataforma

Uma das grandes conclusões do estudo é que não existe uma fórmula universal para gerar interacção nas redes sociais. Cada plataforma tem regras próprias, formatos com comportamentos distintos e padrões de resposta muito específicos. Isto obriga as marcas a abandonar soluções genéricas e a pensar em estratégias adaptadas ao ambiente onde estão a comunicar.

O que funciona bem numa rede pode não produzir o mesmo efeito noutra. O tipo de audiência, o ritmo de consumo, a forma como o algoritmo distribui publicações e o próprio contexto de utilização influenciam fortemente os resultados. Esta é uma das razões pelas quais a gestão profissional de redes sociais exige cada vez mais leitura analítica e menos replicação automática de conteúdos entre canais.

Responder aos comentários continua a ser uma das práticas mais eficazes

Entre todas as recomendações extraídas do estudo, há uma que se mantém surpreendentemente consistente: responder aos comentários continua a fazer diferença. Pode parecer um conselho básico, mas os dados mostram que as contas que mantêm conversa activa com a audiência superam claramente as que publicam e desaparecem.

Este padrão é particularmente visível em várias plataformas. Em Threads, responder pode ter um impacto muito forte no aumento da interacção. No LinkedIn, o efeito também é expressivo. Instagram, Facebook, X e outras redes analisadas mostram igualmente melhorias quando existe diálogo efectivo com a comunidade.

Isto reforça uma ideia simples, mas muitas vezes negligenciada: presença em redes sociais não se resume a publicar. Uma marca que responde, esclarece, reage e mantém a conversa viva tende a ser vista como mais próxima, mais humana e mais relevante. O algoritmo pode beneficiar desse comportamento, mas o valor principal está na relação construída com o público.

Para muitas empresas, esta é uma oportunidade imediata de melhoria. Nem sempre é necessário reinventar toda a estratégia para aumentar resultados. Por vezes, melhorar a consistência da interacção com a comunidade já produz impacto mensurável no engagement.

Qual é o formato que gera mais engagement

A resposta mais honesta é simples: depende da plataforma. O estudo da Buffer mostra que não existe um formato vencedor universal. Cada rede social apresenta os seus próprios padrões, o que torna arriscado transformar uma tendência pontual numa regra geral.

No Instagram e no LinkedIn, por exemplo, os carrosséis surgem como um dos formatos com melhor desempenho em termos de interacção. No Instagram, os carrosséis parecem gerar mais engagement do que os Reels, embora estes consigam maior alcance. Isto sugere que os dois formatos cumprem funções diferentes: um tende a aprofundar interacção, o outro tende a ampliar distribuição.

No LinkedIn, os carrosséis destacam-se ainda mais, com uma taxa média de interacção particularmente forte face a vídeo e imagem estática. Isto ajuda a explicar porque este formato se tornou tão popular em contextos B2B, liderança de opinião, partilha de conhecimento e comunicação corporativa.

Em Facebook e Threads, por outro lado, as diferenças entre formatos são bastante menores. Em X, o texto continua a ter grande peso, embora o tipo de conta e as condições da própria plataforma pareçam ser factores ainda mais relevantes do que o formato em si.

O ensinamento central é claro: o formato deve ser escolhido em função do canal, do objectivo e do comportamento da audiência, e não apenas porque está “na moda”.

Frequência de publicação: o silêncio penaliza mais do que a imperfeição

Outra conclusão importante do estudo diz respeito à frequência de publicação. Publicar com regularidade continua a ser um factor relevante, não tanto como motor principal de desempenho, mas como amplificador do que já está a ser bem feito. O dado mais importante talvez seja este: ficar demasiado tempo sem publicar tende a penalizar o desempenho.

As contas que entram em períodos de inactividade acabam por ficar abaixo da sua própria linha de base. Isso sugere que a consistência continua a ser um sinal importante para as plataformas e para a própria relação com a audiência. Mesmo uma frequência modesta, como uma ou duas publicações por semana, pode ser significativamente melhor do que longos períodos de silêncio.

Para as marcas, esta constatação é útil porque reduz a pressão de ter de publicar todos os dias sem critério. A consistência vale mais do que a intensidade desorganizada. Publicar com regularidade, mesmo sem volume excessivo, ajuda a manter presença, ritmo e previsibilidade.

Existe uma hora ideal para publicar?

O estudo sugere que não existe uma hora mágica universal que funcione em todas as plataformas e para todos os projectos. Ainda assim, há janelas que podem funcionar como amplificadores do desempenho, sobretudo quando o conteúdo já é bom à partida.

De forma geral, os dias úteis do meio da semana tendem a concentrar melhores oportunidades para várias redes sociais. Em muitos contextos, terça, quarta e quinta-feira revelam-se momentos mais favoráveis para alcançar bons níveis de interacção. No entanto, há excepções. Algumas plataformas, como TikTok, mostram melhor receptividade ao fim-de-semana. Certos sectores ligados a lazer, moda ou estilo de vida também podem beneficiar de padrões diferentes, especialmente no Instagram.

Mais uma vez, a conclusão estratégica não está em procurar uma regra fixa, mas em testar com critério e observar padrões próprios. O momento de publicação pode ajudar, mas dificilmente compensa um conteúdo fraco ou desalinhado com o interesse da audiência.

O que estes dados significam para marcas e equipas de marketing

O valor deste tipo de estudo não está apenas nos rankings entre plataformas. O mais importante é a leitura estratégica que se pode retirar dele. As marcas precisam de compreender que o engagement deve ser interpretado com contexto, com benchmarks específicos por canal e com uma visão integrada do objectivo de comunicação.

Nem sempre a rede social com maior taxa média será a melhor para o negócio. Nem sempre o formato com mais interacção será o mais adequado ao objectivo. E nem sempre uma descida numa métrica significa pior desempenho real. O que interessa é perceber que tipo de relação a marca quer construir, que papel cada plataforma desempenha na estratégia global e que indicadores fazem mais sentido em cada caso.

Em muitos projectos, o verdadeiro desafio está em alinhar objectivos de marca, criatividade, comunidade e consistência operacional. Publicar mais não basta. Responder melhor, escolher melhor os formatos e entender melhor o comportamento da audiência tende a produzir resultados mais sustentáveis.

Como transformar engagement em estratégia

Uma taxa elevada de interacção pode ser um bom sinal, mas só ganha verdadeiro valor quando se integra numa estratégia clara. O engagement pode indicar relevância, afinidade e capacidade de activar comunidade, mas precisa de ser relacionado com objectivos concretos: notoriedade, tráfego, geração de leads, retenção ou apoio ao funil comercial.

Para isso, é importante cruzar métricas sociais com outras fontes de análise, incluindo tráfego no website, conversões assistidas e comportamento do utilizador noutros pontos de contacto. Esta visão mais ampla permite evitar decisões baseadas apenas em vaidade métrica e ajuda a perceber onde a presença social está realmente a contribuir para o crescimento da marca.

Numa estratégia digital madura, as redes sociais não funcionam isoladamente. Devem articular-se com conteúdo, comunidade, publicidade, posicionamento e, quando necessário, com uma lógica de performance que ajude a transformar atenção em resultado.

O engagement continua importante, mas a leitura tem de ser mais inteligente

Os dados da Buffer mostram que o engagement continua a ser uma métrica relevante para compreender o pulso das redes sociais. No entanto, também deixam claro que essa leitura precisa de ser mais sofisticada. É necessário comparar cada plataforma consigo própria, interpretar os formatos à luz do seu contexto e reconhecer que uma boa estratégia social depende tanto da qualidade da publicação como da qualidade da relação que a marca constrói com a audiência.

As marcas que melhor se destacam não são necessariamente as que publicam mais ou as que seguem cegamente tendências de formato. São, muitas vezes, as que sabem adaptar a mensagem ao canal, manter consistência, responder com inteligência e perceber onde vale realmente a pena investir energia criativa e operacional.

Na BYDAS, ajudamos marcas a transformar presença social em estratégia digital com objectivos claros, criatividade relevante e leitura de dados orientada para crescimento. Se a sua empresa procura uma abordagem mais estruturada às redes sociais, podemos ajudar a identificar os canais, formatos e práticas com maior potencial para o seu contexto.

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