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Por Rute Linhares em 22-04-2026

Jornadas de Artes Gráficas 2026

Jornadas de Artes Gráficas 2026
Rute LinharesPublicado porRute Linhares29 Visualizações
O que retirar da participação da Diretora Criativa da BYDAS nas Jornadas de Artes Gráficas 2026

Publicado em22 abril 202629Visualizações0 Avaliações0 Comentários

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No dia 21 de abril de 2026, o Colégio Interno dos Carvalhos promoveu mais uma edição das Jornadas de Artes Gráficas, desta vez sob um tema particularmente urgente para quem trabalha a comunicação visual, o design e a criatividade: Ética. A participação de Inez Borges, Diretora Criativa da BYDAS, trouxe para o centro da conversa uma questão que já não pertence ao futuro e que hoje atravessa agências, estúdios, escolas, marcas e equipas criativas: o impacto da inteligência artificial na ética profissional do design.

Num tempo em que a IA já entra nos processos criativos com naturalidade, quer para gerar imagens, acelerar textos, testar ideias, construir moodboards ou explorar direções visuais, deixa de bastar discutir velocidade, eficiência ou novidade tecnológica. O que importa, cada vez mais, é perceber como usar estas ferramentas sem comprometer autoria, transparência, verdade visual, responsabilidade profissional e pensamento crítico.

A intervenção de Inez Borges partiu precisamente desse ponto. Mais do que avaliar a inteligência artificial como moda ou ameaça, o seu discurso propôs uma reflexão mais exigente: quando a IA passa a integrar o processo criativo, que princípios devem continuar a orientar o trabalho de um designer? E de que forma a ética, longe de ser um detalhe periférico, se torna a estrutura que sustenta decisões visuais, narrativas de marca e relações de confiança com o público e com os clientes?

O debate é especialmente relevante para uma agência como a BYDAS, habituada a trabalhar a interseção entre criatividade, posicionamento, tecnologia e performance. Num mercado onde o digital acelera decisões e multiplica formatos, a discussão sobre ética não limita a inovação; pelo contrário, ajuda a torná-la mais consciente, mais sustentável e mais útil para marcas e pessoas.

Inez a apresentar um Case Study

Uma pergunta essencial para o design contemporâneo

Logo no arranque da apresentação, Inez Borges colocou a plateia perante uma realidade já reconhecível: a inteligência artificial deixou de ser uma hipótese distante. Hoje, faz parte do quotidiano de estudantes, designers, criativos, redatores, estrategas e profissionais de comunicação. Surge em plataformas de geração de imagem, em sistemas de apoio à escrita, em ferramentas de edição, em fluxos de ideação e até na forma como se organizam referências visuais.

Mas a normalização da ferramenta não resolve o problema central. Pelo contrário, torna-o mais urgente. Se a IA já participa no processo, então é necessário perguntar o que acontece à ética profissional quando a velocidade aumenta, a automação cresce e as fronteiras da autoria se tornam menos evidentes.

Esta pergunta tem um peso especial no design porque o design nunca foi apenas um exercício decorativo. Como a Diretora Criativa da BYDAS sublinhou, o design constrói mensagens, molda perceções, organiza narrativas, dá corpo a marcas, traduz identidades e influencia a forma como o público interpreta produtos, organizações e contextos. Ou seja, cada escolha visual transporta sempre uma dimensão cultural e ética.

É por isso que discutir IA em design não significa apenas debater produtividade. Significa debater responsabilidade criativa. Significa perceber se a rapidez obtida com novas ferramentas está ou não a ser acompanhada por critério, consciência e integridade.

O design continua a ser intenção, contexto e responsabilidade

Um dos pontos mais importantes do discurso foi a defesa de que a inteligência artificial não elimina a essência do design. Durante décadas, o design afirmou-se como um território onde se encontram criatividade, técnica, leitura de contexto e intenção. Mesmo com ferramentas capazes de gerar resultados em segundos, essa base não desaparece.

O que muda é a complexidade do cenário. Se antes uma peça visual dependia de processos mais morosos e de maior intervenção manual, hoje é possível obter variações quase instantâneas, reinterpretar estilos, explorar composições e produzir imagens sem câmara, sem estúdio e sem ilustração manual. Isso amplia possibilidades, mas também pode reduzir a distância entre ideia e execução sem garantir, por si só, melhor qualidade.

A reflexão proposta por Inez Borges obriga, por isso, a revisitar perguntas fundamentais: criar mais depressa é criar melhor? Produzir em maior quantidade significa respeitar mais o processo, o público e a autoria? Quando uma ferramenta gera parte substancial do resultado final, como se define a fronteira entre apoio técnico e decisão criativa?

Estas questões não são laterais. São centrais para qualquer profissional que pretenda preservar a dignidade do ofício e a credibilidade da comunicação visual. A ética profissional, no design, sempre dependeu de princípios como honestidade, clareza, respeito pelo público, integridade no processo e coerência entre a intenção comunicacional e o impacto efetivo da peça. Na era da IA, esses princípios deixam de ser implícitos e passam a exigir formulação consciente.

Cerimónia

Autoria: a zona cinzenta que a IA tornou impossível ignorar

Entre todos os temas abordados, a autoria surgiu como um dos mais sensíveis. No design, autoria nunca significou apenas assinar o trabalho. Significa assumir visão, contexto, critério, responsabilidade e capacidade de responder pelas escolhas feitas. Quando uma imagem ou um texto são produzidos com recurso a sistemas generativos, esta noção torna-se menos linear.

Quem é o autor de uma imagem gerada por IA? Quem escreve o prompt? Quem afina a direção? A plataforma? O modelo treinado sobre milhões de exemplos? Ou os artistas, fotógrafos, ilustradores e designers cujas linguagens visuais foram absorvidas em bases de treino sem consentimento claro ou reconhecimento explícito?

Ao colocar estas perguntas, Inez Borges deslocou o debate do plano meramente técnico para o plano ético. Mesmo quando a legislação ainda procura responder a vários destes dilemas, a responsabilidade profissional não pode esperar pela regulação para existir. Um designer pode obter em segundos um resultado visualmente impactante, mas isso não elimina a obrigação de refletir sobre a origem estética da imagem, sobre a legitimidade do processo e sobre o respeito devido ao trabalho criativo de terceiros.

A fronteira entre inspiração e apropriação sempre existiu no design. Contudo, com a IA, essa fronteira tornou-se mais difusa, mais rápida e potencialmente mais invisível. A facilidade com que um sistema imita atmosferas, estilos, enquadramentos ou linguagens pode induzir uma falsa sensação de neutralidade técnica. No entanto, por detrás dessa suposta neutralidade, persistem questões muito concretas sobre propriedade intelectual, reconhecimento e ética de uso.

É neste ponto que o pensamento humano se torna insubstituível. Não basta obter um resultado apelativo; é necessário perguntar se esse resultado respeita o processo criativo e se a sua origem é compatível com os valores que uma marca, uma agência ou um profissional afirmam defender.

Verdade visual e risco de manipulação

Outro eixo central da intervenção incidiu sobre a verdade visual. O design tem poder porque organiza significados. Um cartaz, um anúncio, uma campanha, uma composição editorial ou uma identidade visual não são neutros. Influenciam emoções, constroem credibilidade e moldam interpretações.

Quando a IA entra nesse território com capacidade para gerar retratos hiper-realistas, cenários inventados, situações que nunca existiram ou produtos representados fora de contexto, a questão ética ganha uma nova profundidade. Não se trata apenas de saber se a imagem é bonita, eficaz ou tecnicamente impressionante. Trata-se de perceber se comunica com honestidade ou se induz o público em erro.

No contexto publicitário, editorial ou institucional, esta distinção é decisiva. Uma imagem gerada artificialmente pode parecer documental, espontânea e plausível, sem corresponder a qualquer realidade verificável. Se o público a interpreta como autêntica, a comunicação já entrou num campo sensível, onde criatividade e manipulação se aproximam perigosamente.

Inez Borges defendeu, por isso, um princípio essencial: a transparência. Nem todos os contextos exigem a mesma forma de identificação, e nem sempre será necessário assinalar de modo ostensivo cada etapa do processo assistido por IA. Ainda assim, em muitas situações torna-se eticamente relevante esclarecer quando uma imagem foi gerada, quando um conteúdo foi assistido por sistemas automáticos ou quando determinada representação visual não corresponde a um registo real.

A confiança, em comunicação, constrói-se com clareza. E essa clareza protege não apenas o público, mas também as marcas e os profissionais que desejam manter relações consistentes e credíveis ao longo do tempo.

O valor do design não diminui por existir automação

Um dos efeitos mais visíveis da disseminação da IA no trabalho criativo é a ilusão de facilidade. Se uma ferramenta parece gerar opções em poucos minutos, pode surgir a ideia de que o design perdeu densidade metodológica e que o valor do trabalho reside apenas no resultado final apresentado ao cliente.

Foi precisamente contra essa simplificação que a apresentação de Inez Borges se posicionou. O valor do design nunca esteve apenas na execução final. Está no raciocínio estratégico, na interpretação do problema, na leitura do contexto, na síntese conceptual, na sensibilidade cultural, na coerência estética e na responsabilidade das escolhas visuais.

Uma ferramenta pode apresentar cem hipóteses. Mas não sabe qual faz sentido para uma determinada marca, num determinado mercado, perante um certo público e com um objetivo específico. Não conhece a história da organização, não compreende subtilezas reputacionais, não mede implicações simbólicas com consciência ética nem assume as consequências de uma decisão errada.

É neste ponto que o papel do designer se torna ainda mais relevante. Num mundo em que muitas pessoas conseguem gerar imagens, slogans ou conceitos com relativa facilidade, o verdadeiro diferencial profissional passa a estar na capacidade de escolher bem, justificar bem e decidir com responsabilidade. Não se trata apenas de saber fazer. Trata-se de saber por que razão uma solução deve ser adotada e outra deve ser rejeitada.

Essa ideia dialoga diretamente com o trabalho da BYDAS em áreas como SEO, criatividade digital e construção de posicionamento: a tecnologia só cria valor quando é orientada por critério estratégico, leitura de contexto e intenção clara.

Enviesamento, diversidade e representação justa

A ética da IA no design não se limita à autoria e à transparência. Passa também por uma análise crítica do modo como os sistemas reproduzem padrões sociais, preconceitos e ausências. Como Inez Borges sublinhou, os modelos de IA são treinados com grandes volumes de dados e imagens, o que significa que também absorvem visões dominantes do mundo.

Na prática, isto pode traduzir-se em resultados aparentemente neutros que reforçam estereótipos subtis sobre género, idade, raça, corpo, classe social, profissão ou estilo de vida. Ao pedir imagens de pessoas “profissionais”, “credíveis”, “luxuosas”, “familiares” ou “bem-sucedidas”, o sistema pode devolver representações pouco diversas, previsíveis e culturalmente enviesadas.

No design, esta questão é decisiva porque o design participa ativamente na construção do imaginário coletivo. As imagens que circulam em campanhas, websites, peças editoriais e conteúdos de marca ajudam a definir quem é visível, quem é valorizado e que estilos de vida se tornam aspiracionais. Repetir sempre os mesmos códigos visuais não é um gesto inocente; é uma forma de limitar a pluralidade do que se considera desejável, normal ou legítimo.

Por isso, a ética profissional exige que o designer não aceite automaticamente o primeiro resultado visualmente eficaz. É necessário perguntar: quem está representado? Quem ficou de fora? Que estereótipos estão a ser reforçados? Que leitura social ou cultural esta imagem propõe?

Bom design não é apenas impacto visual. É também consciência. E essa consciência torna-se ainda mais importante quando a facilidade técnica pode mascarar fragilidades éticas profundas.

A honestidade perante o cliente como princípio profissional

Outro tema desenvolvido na apresentação foi a responsabilidade do designer perante quem contrata o seu trabalho. A utilização de IA para acelerar mockups, propostas, ideias iniciais ou explorações visuais pode ser perfeitamente legítima. O problema surge quando a existência dessa mediação tecnológica altera o valor percebido do trabalho, levanta riscos legais, compromete a autenticidade da representação ou interfere com expectativas do cliente sem que isso seja claramente ponderado.

Se uma peça foi integralmente gerada por IA, deve esse facto ser omitido? Se uma campanha substitui produção fotográfica real por imagens artificiais, isso muda a forma como o cliente entende o investimento, a originalidade e o alcance da proposta? Se foram usadas linguagens reconhecíveis ou referências sensíveis, o risco reputacional foi discutido?

A ética profissional não reside apenas no resultado apresentado. Reside também na honestidade do processo. Em muitos casos, o cliente tem razão para querer saber até que ponto a inteligência artificial participou na construção da solução visual, sobretudo quando essa participação afeta direitos de utilização, autenticidade, originalidade ou coerência com a identidade da marca.

Numa agência, esta clareza é indispensável para proteger relações de longo prazo. Em contextos de branding, produção de conteúdos, campanhas digitais ou desenvolvimento de presença online, a confiança depende da capacidade de explicar opções, limites e implicações. É nesse enquadramento que áreas como redes sociais e comunicação de marca exigem cada vez mais processos bem fundamentados e transparentes.

O maior risco: deixar de pensar criticamente

Talvez uma das ideias mais fortes da apresentação de Inez Borges tenha sido a defesa do pensamento crítico como última linha de proteção ética do design. A inteligência artificial produz respostas rápidas, visualmente sedutoras e muitas vezes convincentes à primeira vista. Essa facilidade pode criar um hábito perigoso: aceitar sem questionar.

Mas o design não nasce da primeira solução cómoda. O bom design nasce de tensão, revisão, teste, recusa, reformulação e intenção. Exige capacidade para dizer que uma proposta, apesar de vistosa, não serve o contexto; que uma imagem, embora impactante, transmite a mensagem errada; que uma composição aparentemente resolvida falha em profundidade, adequação ou verdade.

Quando o profissional abdica desta exigência e passa a validar automaticamente aquilo que a máquina devolve, o problema não é apenas a possível perda de qualidade formal. O problema é a perda de densidade conceptual. E sem densidade conceptual, o design corre o risco de se tornar uma prática superficial, refém da velocidade e do efeito imediato.

A intervenção da Diretora Criativa da BYDAS recordou assim uma ideia decisiva: um designer não é apenas um operador de ferramentas. É um mediador entre mensagem, cultura, estética, estratégia e responsabilidade. Mesmo num cenário altamente automatizado, continua a ser o olhar humano que distingue o que é apenas vistoso daquilo que é verdadeiramente significativo.

Debate

Formar novos profissionais para uma prática ética

O tema da formação ocupou igualmente um lugar importante no discurso. Muitos estudantes e jovens profissionais entram hoje no mercado com ferramentas de IA já integradas no fluxo de trabalho. Isso não é, por si só, negativo. O problema surge quando a aprendizagem técnica não é acompanhada por formação ética.

Ensinar a usar IA sem ensinar a pensar criticamente sobre IA significa preparar profissionais rápidos, mas não necessariamente responsáveis. Por isso, Inez Borges sublinhou a necessidade de reforçar princípios que a velocidade tecnológica tende a desvalorizar: rapidez não substitui método; geração não substitui criação; variação não substitui conceito; estética não substitui verdade; automação não substitui responsabilidade.

Esta perspetiva é particularmente relevante em escolas, mas também em agências, estúdios e departamentos de comunicação. Não basta permitir ou incentivar o uso destas ferramentas. É necessário definir critérios internos sobre quando são adequadas, quando exigem validação humana reforçada, como se evita plágio visual, como se protege a originalidade de uma marca e como se garante transparência em contextos sensíveis.

Sem este enquadramento, o risco é normalizar um uso acrítico apenas porque a tecnologia existe. E a história das profissões mostra que a adoção irrefletida de novas ferramentas acaba quase sempre por produzir consequências que mais tarde exigem correção ética, reputacional ou legal.

Que tipo de designers queremos ser?

Ao longo da intervenção, a questão mais importante deixou de ser a pergunta simplista sobre se a IA vai ou não substituir designers. Essa formulação reduz um problema complexo a um dilema superficial. A questão mais útil, como defendeu Inez Borges, é outra: que tipo de designers queremos ser num tempo em que a inteligência artificial já faz parte do processo?

Queremos profissionais que usam a IA para aprofundar pensamento ou para o evitar? Queremos criativos que respeitam autoria ou que ignoram a origem visual dos resultados que apresentam? Queremos comunicação responsável ou peças que confundem impacto com manipulação? Queremos proteger a profissão ou contribuir para a banalização do seu valor?

Estas perguntas são particularmente relevantes num ecossistema digital em que as marcas se movem depressa e a pressão por produção constante parece nunca abrandar. Ainda assim, a velocidade do mercado não dispensa responsabilidade. Antes pelo contrário: quanto maior a aceleração, maior deve ser a qualidade do critério.

É nesta interseção entre criatividade, tecnologia e consciência que o design mantém a sua relevância. A IA pode ser uma aliada poderosa, mas só o será verdadeiramente quando existir direção humana, supervisão ética e capacidade de decisão fundamentada. A ferramenta amplia possibilidades; o profissional decide os limites, a intenção e o sentido.

A ética como estrutura do gesto criativo

O contributo de Inez Borges nas Jornadas de Artes Gráficas 2026 deixou uma ideia particularmente clara: a ética não é um travão ao design assistido por inteligência artificial. É a condição que permite que esse design continue a merecer confiança.

Quando o processo criativo passa a incluir sistemas capazes de gerar formas, imagens, composições e variações em grande escala, aquilo que distingue o trabalho profissional não é apenas a destreza técnica. É a capacidade de escolher com consciência o que mostrar, o que omitir, o que valorizar, que mensagem construir e que impacto aceitar.

No fundo, cada escolha em design continua a ter uma dimensão ética. E é precisamente essa dimensão que impede que a criatividade se converta em automatismo vazio. A inteligência artificial pode ajudar a acelerar tarefas, a expandir explorações e a desbloquear fases do processo. Mas não substitui intenção, respeito, consciência nem responsabilidade.

O design, quando bem exercido, continua a ser uma prática de interpretação do mundo e de mediação entre marcas, públicos e significados. Nesse contexto, a ética não é acessória. É o que dá sentido ao gesto criativo. E talvez seja essa a principal lição deixada pela Diretora Criativa da BYDAS nesta edição das Jornadas de Artes Gráficas: o verdadeiro valor do design não está apenas em produzir mais depressa, mas em criar melhor, com integridade e com consciência do impacto que cada decisão visual pode ter.

Uma reflexão que continua para além do evento

A participação de Inez Borges no Colégio Interno dos Carvalhos não foi apenas uma intervenção sobre uma tendência tecnológica. Foi, acima de tudo, uma tomada de posição sobre o futuro da prática criativa. Num momento em que a IA se infiltra em quase todos os pontos do trabalho de comunicação, torna-se essencial reafirmar aquilo que nenhuma ferramenta consegue automatizar por completo: discernimento, responsabilidade e sentido crítico.

Para estudantes, professores, profissionais e marcas, fica o desafio de não confundir facilidade com profundidade, automação com criação ou rapidez com qualidade. O design continuará a evoluir, as ferramentas continuarão a mudar e os fluxos de trabalho continuarão a transformar-se. Mas haverá sempre uma pergunta que importa preservar: esta escolha visual serve verdadeiramente o público, a mensagem e a integridade do processo?

É a resposta a essa pergunta que separa o uso acrítico da tecnologia de uma prática criativa madura. E é essa maturidade que continuará a definir o valor do design num tempo de mudança acelerada.

Na BYDAS, acompanhamos a evolução tecnológica sem perder de vista o que sustenta um trabalho criativo sério: estratégia, critério e responsabilidade. Se a sua marca procura unir inovação e consistência em projetos de comunicação, branding ou comércio eletrónico, a nossa equipa pode ajudar a transformar tecnologia em valor real, com uma abordagem clara, humana e orientada para resultados.

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