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Por Rute Linhares em 13-02-2026

Trajetória e Visão sobre o Futuro Digital segundo o Leonardo

Trajetória e Visão sobre o Futuro Digital segundo o Leonardo
Rute LinharesPublicado porRute Linhares32 Visualizações
Conheça a trajetória de Leonardo, software developer na BYDAS, desde a sua adaptação a Portugal até os desafios no desenvolvimento de soluções inovadoras e a sua visão sobre o futuro das agências digitais.

Publicado em 13-02-202632 Visualizações2 Avaliações1 Comentário

No seguimento de outras iniciativas anteriores, hoje conversamos com Leonardo, software developer na BYDAS, que partilha um pouco da sua trajetória desde os tempos de estudante de Direito até encontrar a sua verdadeira paixão pela programação. Natural do Brasil, ele revela as dificuldades e desafios que enfrentou na adaptação a viver e trabalhar em Portugal, destacando também o impacto da pandemia e as mudanças que marcaram a sua transição para a área de tecnologia. Além disso, conta-nos sobre os projetos desafiantes que tem enfrentado na BYDAS e a sua visão sobre o futuro das agências digitais, especialmente com o impacto crescente da inteligência artificial.

Leonardo também reflete sobre o papel que a BYDAS pode desempenhar neste futuro, abordando a importância de um desenvolvimento personalizado e estratégico frente à crescente automação. Com uma visão focada na inovação e no equilíbrio no uso das novas tecnologias, ele compartilha valiosos aprendizados de sua experiência no desenvolvimento de soluções tecnológicas, destacando a importância da constante atualização e especialização para se manter competitivo no mercado digital.

Retrato do Leonardo

Conta-nos um pouco sobre o teu percurso até chegares à BYDAS.

Era estudante de Direito na Universidade de Coimbra, mas não me adaptei por conta da pandemia, então me transferi para o Brasil. Na metade do curso, por questões pessoais, saí da faculdade e fui a morar em Portugal. Aqui conheci muitos programadores que me recomendaram a área. Tive a oportunidade de fazer um bootcamp de desenvolvimento de software na Inglaterra; dediquei-me meses estudando e praticando e, ao fim do curso, entrei no mercado de trabalho pela BYDAS.

Sendo natural do Brasil, como tem sido a tua adaptação a viver e trabalhar em Portugal?

Moro aqui há três anos. O primeiro ano foi o mais difícil, pois eu já não estava na faculdade e tive que buscar empregos em áreas que não dominava. Tenho a sorte de estar com a minha família; sem eles, seria muito difícil viver sozinho. Com o tempo, encontrei algo de que de fato gosto e hoje me sinto realizado e totalmente adaptado ao país.

O que te levou a escolher ser programador de carreira?

Tive uma experiência prévia com programação quando fiz dropshipping na Shopify; ali surgiu a vontade de entender como aqueles códigos funcionavam. Desde pequeno, sempre tive muita interação com video games e computadores, procurando entender sobre hardware e software. No ensino médio, tive o pensamento voltado ao Direito, mas hoje pretendo cursar Engenharia da Computação para obter um diploma na área.

Que diferenças mais sentes entre o mercado digital brasileiro e o português?

O tamanho. O mercado digital brasileiro é um dos maiores do mundo. Por isso, há muita competitividade e um volume de consumidores em uma escala extremamente maior do que em Portugal.

Houve algo que te surpreendeu na cultura de trabalho europeia ou na forma de pensar os projetos?

Sobre o processo seletivo, noto que no Brasil há muita burocracia e diversas fases em uma candidatura, enquanto aqui em Portugal me parece ser algo mais direto.

O que mais gostas em viver em Portugal - e há algo do Brasil que sintas mais falta?

A segurança é, sem dúvidas, o ponto mais importante. Há também a facilidade de conhecer mais lugares em menos tempo e, claro, a comida. Do Brasil, sinto falta da praia, do calor, da comida e, principalmente, dos familiares e amigos.

Como tem sido a tua integração na equipa da BYDAS? Há alguma história curiosa sobre esse processo?

Inicialmente foi um pouco difícil, pois eu ainda não tinha tanta experiência com Liquid e PHP, além do método de trabalho da equipe. Uma história curiosa foi a primeira vez que trabalhei via FTP aqui; foi engraçado porque para todos era algo muito comum, mas eu ainda não tinha essa experiência prática.

Qual foi o projeto mais desafiante que tiveste na BYDAS - e o que aprendeste com ele?

Com certeza o AlgaID, visto que eu nunca tinha treinado um modelo de rede neural ou trabalhado com Python nesse nível. Exigiu muita dedicação para entender o treinamento de um modelo CNN, a sua inferência, a arquitetura em cloud, recolher tantas imagens de algas, machine learning e a gestão de datasets. Além disso, o React Native: desenvolvi aplicativos sem nunca ter feito isso antes, contando apenas com a base de React e JavaScript. Aprendi sobre a estrutura mobile, erros de publicação e a pipeline para produção com Expo. Foi um projeto feito com muita garra e que já apresenta ótimos resultados. E, claro, agora entendo tudo sobre algas 😅.

Software developer - AlgaID

Quais são, na tua opinião, os maiores desafios que as agências enfrentam hoje na área do desenvolvimento web?

Com o aumento de investimentos em plataformas de IA, como a Lovable, a tendência é que as agências enfrentem maior dificuldade em conseguir projetos simples, pois o consumidor conseguirá fazê-los sozinho. O diferencial para uma agência deve ser a customização técnica e estratégica que uma pessoa comum, usando apenas IA, não conseguirá manter sem assistência.

O digital evolui a um ritmo muito rápido. Como te manténs atualizado?

Acompanho muito as redes sociais, o YouTube e as notícias das ferramentas com as quais trabalho. Uso bastante a IA para me atualizar sobre versões de tecnologias e suas diferenças. Não tento saber sobre tudo, mas sim ter uma noção profunda do que de fato utilizo no dia a dia. Tento não entrar em bolhas de hype e entendo que há muito sensacionalismo na internet.

Que tendências tecnológicas achas que vão marcar o futuro das agências digitais (IA, automação, personalização…)?

Como vemos atualmente, a IA é o tópico central. Muitas agências estão se posicionando nesse mercado com serviços como GEO. Acredito que IA e automação são tendências fortes, mas que também formam uma bolha; ela pode estourar e beneficiar justamente as empresas que souberem aplicar a tecnologia com equilíbrio, sem entrar de cabeça de forma imprudente.

Que papel achas que a BYDAS pode ter nesse futuro? E como pensas que podes ajudar a agência a transitar para uma nova geração de métodos e processos?

A de se tornar um líder em desenvolvimento aplicacional em Portugal, um mercado não tão explorado em comparação ao web, mas que possui muita demanda. Espero ajudar com a minha experiência e vontade de crescer, criando uma estrutura eficiente para a agência evoluir.

Como geres um caos diário, num contexto de agência, com a necessidade de serenidade e concentração para desenvolver o teu código?

Gosto de ouvir música; isso me ajuda a concentrar quando preciso de mais foco.

Que conselho darias a jovens developers - especialmente a quem quer trabalhar fora do seu país de origem?

Eu diria para se especializarem em algo que tenha mercado no país e fazerem o que gostam, pois isso é essencial para manter a eficiência. É preciso praticar muito e continuar aprendendo mesmo após entrar no mercado, pois há sempre a possibilidade de nos encontrarmos numa outra área da programação.

Se pudesses resumir a tua forma de ver o desenvolvimento digital numa frase, qual seria?

É só errando que se acerta.

Qual foi a maior "cagada" que fizeste com código?

Foi uma das primeiras vezes em que utilizei o Checkout UI Extensions da Shopify. Fiz um deploy bem na hora de sair do trabalho e o código impossibilitou que os clientes avançassem com a compra. Fiquei 40 minutos focado até resolver. Depois daquele dia, dediquei-me a aprender 100% da estrutura de apps da Shopify e hoje domino o processo.

Sentes o peso da responsabilidade de saber que algumas linhas de código podem ajudar um cliente a vender mais?

Sinceramente, não sinto esse peso. Lido de forma tranquila porque confio no que estou fazendo. O problema é apenas quando estou sob pressão para consertar algo urgente; nesses momentos, fico nervoso pela vontade de resolver o quanto antes para não prejudicar o cliente.

Fora do trabalho, o que gostas de fazer para relaxar ou inspirar-te?

Jogar xadrez, vídeo games, ficar com a minha família e escutar música. Esses são os meus métodos para relaxar e é como passo a maior parte do meu tempo fora do trabalho.

Se tivesses de escolher uma palavra para descrever a tua experiência em Portugal, qual seria - e porquê?

Mudança. É autoexplicativo, mas de fato a minha vida mudou por completo: desde o que faço e onde vivo, até com quem me relaciono e o que como. Sou muito grato por isso.

Obrigado Leo.

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1 Comentários
  • Inês Almeida
    Inês Almeida
    28-02-2026

    Achei interessante a perspetiva do Leonardo sobre a diferença de burocracia entre Brasil e Portugal nos processos de recrutamento, mas sinto falta de uma análise mais aprofundada sobre os desafios reais de integração cultural nas equipas técnicas. Fica a impressão de que tudo se resolveu apenas com tempo e dedicação, mas a adaptação é geralmente mais complexa.

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